segunda-feira, 30 de maio de 2011

Palhares

Situação: uma empresa grande recebe dois engradados de grande tamanho, um ligeiramente
maior que o outro. Eles são acompanhados de uma Nota Fiscal, indicando de tratar de 525 produtos "X" em dois volumes. Na tampa do engradado maior dizia "300 unidades". Na do menor, "225".


A empresa faz uma triagem documental, no qual contar-se-ia os itens, e daí, libera-se para o Estoque guardá-los até serem solicitados - em bloco ou individualmente.

Por algum motivo, Palhares, responsável pelo Armazém de "X", chama o recebedor Ivan para comparecer ao depósito. Este interrompe suas atividades, calça os equipamentos de segurança necessários para ingressar nos armazéns de produtos pesados, e se apresenta a Palhares. 


- Ivan, eu tenho uma dúvida.

- Pode falar.

- Você contou esses engradados de "X"?

- Eu acompanhei a contagem.

- Mas não contou, não é?

- Acabei contando sim. Eu assistia aos estivadores tirando das caixas e contando, e fiz minha própria contagem mental.

- Ah, tá.

- Era... era isso?

- Bem, você contou, né?

- Sim, eu contei.

- E estava certo?

- Naturalmente... Ou eu não liberaria a Nota para armazenagem

- Foi você quem escreveu as quantidades nas tampas?

- Eh... não. Veio do fornecedor, mas estavam corretas. Trezentos "X" no engradado maior, e 225 no menor.

- Mas quando guardou, não tem risco de ter ficado mais num do que deveria, não é?

- "Riscos"?

- Tipo, se eu mandar este maior, vão trezentos?

- Eu acredito que não.

- "Acredita"?

- Eu não acompanhei o transporte do galpão até aqui, nem a recolocagem dos itens

- Mas contou, não contou?

- Sim. - fala Ivan, já ficando impaciente.

- Então, não há nenhuma possibilidade de estar errado.

- Não da minha parte.

- Como assim?

- Eu me certifiquei que tinha tudo, e saí. Os estivadores devem ter guardado. Eu posso ver daqui que o engradado de 300 "X" estão bem alinhados, e ocupando totalmente o espaço... O que é um sinal de que está tudo certo. 

- "Sinal"? - insiste Palhares. - Então pode estar errado?!?

Cercado, Ivan encolhe os ombros.

- O que eu posso dizer? A Companhia tem estrito sistema de procedimento, mas nada é certo. Até na física teórica pode itens materializar-se e desmaterializassem em pleno ar. 

- Mas eu quero só que você me diga se contou os itens.

- EU ... CONTEI... OS... ITENS! - Ivan não mais conseguia ocultar seu desagrado. 

Mas por algum motivo de criação, Palhares interpretou como se fosse insegurança.

- Mas e se estiver errado? Se um dos "X" de um engradado estiver em outro e vice-versa?

- Isso não invalida minha contagem.

- Mas e se estiver faltando um?

- Vai indicar que algum produto caiu no galpão de recebimento, ou foi roubado, ou se desmaterializou no ar. 

- Mas quem vai pagar por isso sou eu...

- Na verdade, há um procedimento de procura. Se estiver no galpão de recebimento, vamos perceber antes dos produtos sequer serem solicitados. Se foram roubados, bem, qual a aplicação do "X", uma peça de cinco quilos que serve para funcionamento de uma bomba específica da nossa empresa, no mercado negro da prospecção? Se fosse material de escritório ou eletrônicos... Mas "X"? Por fim, no caso de desmaterialização espontânea, é fisicamente improvável que ocorra, e mais ainda numa situação de desconfiança como esta. 

- Eu só quero ter certeza absoluta de que você contou e que está tudo certo aqui. 

Ivan respira fundo, encara os próprios pés, e enfim, com a voz mais serena que podia produzir, pergunta:

- Palhares, se eu dissesse que eu não contei... O que você iria fazer?

- Eu iria ter de contar eu mesmo tudo de novo.

- E esse papo estaria encerrado?

- Sim.

- Pois bem, Palhares, você me pegou. Não tenho como superar sua perspicácia. Quando eu vi que o fornecedor carinhosamente enumerou as quantidades nas tampas dos engradados, eu confiei na boa fé dele. Eu não contei os materiais.

- Tudo bem. Agradecido. - bufa Palhares, pensando no trabalho de contar todos os "X" nos dois engradados. 

Ivan olha seu relógio. Havia perdido boa parte da manhã naquele exercício de futilidade, mas talvez pudesse diminuir seu atraso. Senta-se na sua cadeira, descalça as desconfortáveis botas, tira o EPI necessários ao acesso aos armazéns, e recosta-se na sua cadeira. 

Antes de qualquer tecla ser acionada, Jerônimo, o supervisor, chega a sua mesa. 

- Ivan, o Palhares pediu para você dar um pulinho no Armazém de "X" para acompanhar uma contagem.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Deixando a Barba Crescer on TwitPic


http://twitpic.com/e/11e9
Registro fotográfico. Começou com desleixo, mas agora, vamos ver quanto tempo eu aguento a barba.

Desafio: 24 de Junho, antes da minha viajem pr'os States. Não quero ser confundido com um Talibã.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Converta multas de trânsito em Advertências!

MULTA DE TRANSITO 

 

No caso de multa por infração leve ou média, se você não foi multado pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses, não precisa pagar multa. É só ir ao DETRAN e pedir o formulário para converter a infração em advertência com base no Art. 267 do CTB. Levar Xerox da carteira de motorista e a notificação da multa.. Em 30 dias você recebe pelo correio a advertência por escrito. Perde os pontos, mas não paga nada.

Código de Trânsito Brasileiro
Art. 267 - Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência como mais educativa.

DIVULGUEM PARA O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS POSSÍVEL. VAMOS ACABAR COM A INDÚSTRIA DA MULTA!!!!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Vírgulas Fatais I

Um homem rico, sentindo-se morrer, pediu papel e pena, e escreveu assim: 

 Não teve tempo de pontuar - e morreu.

A quem ele deixava a fortuna que tinha? Eram quatro os concorrentes.

A irmã do morto chegou em seguida, com outra cópia do escrito; e pontuou-a deste modo:

Chegou o sobrinho e fez estas pontuações numa cópia do bilhete:

Surgiu o alfaiate que, pedindo a cópia do original, fez estas pontuações: 

O juiz, revoltado, pegou sua pena de ponta grossa, um tinteiro, e concluiu:

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

As 10 estratégias de manipulação midiática

Noam Chomsky:

O professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachussetts,
Noam Chomsky, elaborou uma lista das "10 Estratégias de Manipulação" através da mídia.
A estratégia da distração.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes.

A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto "Armas silenciosas para guerras tranquilas").


Criar problemas e depois oferecer soluções

Esse método também é denominado "problema-reação-solução". Cria-se um
problema, uma "situação" previsa para causar certa reação no público a
fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas.

Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência
urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o
demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou
também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal
menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos
serviços públicos.

A estratégia da gradualidade

Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta
aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa
maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo)
foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo,
privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa,
salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que
teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

A estratégia de diferir

Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de
apresentá-la como "dolorosa e desnecessária", obtendo a aceitação
pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um
sacrifício futuro do que um sacrificio imediato. Primeiro, porque o
esforço não é empregado imediatamente.

Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar
ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido
poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à
ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade

A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza
discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis,
muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse
uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais.

Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom
infantilizante. Por quê? "Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela
tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então,
provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um
sentido crítico (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".

Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um
curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos
indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite
abrir a porta de aceeso ao inconsciente para implantar ou enxertar
ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir
comportamentos...

Manter o público na ignorância e na mediocridade

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os
métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da
educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre
e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja
entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e
permaneça impossível de alcançar (ver "Armas silenciosas para guerras
tranquilas
").

Estimular o público a ser complacente com a mediocridade

Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e
inculto.

Reforçar a autoculpabilidade

Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça,
devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços.
Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se
autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos
efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!

Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem

No transcurso dos últimos 50 anos, os avançosacelerados da ciência gerou
uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e
utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e
à psicologia aplicada, o "sistema" tem disfrutado de um conhecimento e
avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico.

O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si
mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um
controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos
indivíduos sobre si mesmos.

Fonte: Argenpress, reproduzido por dital